O “Bar das Quengas” e seu Mister Simpatia

Pesquisa feita pela revista “Seleções” (sim, aquela mesmo que nossas vovós adoram ler) concluiu que o brasileiro é o 4° do mundo em matéria de cordialidade. Todos sabemos que tratar bem a todos é pré-requisito básico na contratação de funcionários, seja qual for o ramo do negócio. Como já dizia o profeta Gentileza, a palavra homônima gera gentileza. Pena que, algumas vezes, temos que abrir mão de frequentar lugares que têm o seu charme por conta da má vontade de umas figurinhas.

Há cerca de dois meses fui com a Cris no Bar das Quengas, na Lapa. Chegamos lá um pouco tarde e não havia mesa disponível. Fui pedir para um garçom separar uma mesa para nós quando vagasse, mas ele – a “simpatia” em pessoa – disse que não tinha como controlar isso. Passaram-se alguns minutos e chegaram uns caras que logo conseguiram uma mesa. Achei um absurdo e falei com o garçom, mas ele “cagou” pra situação e disse que tinha outra mesa vagando. O casal que estava sentado próximo a nós, enquanto ainda estávamos em pé aguardando, comentou conosco a péssima qualidade do atendimento daquele lugar.

1º Erro:

Depois que o garçom fez o que fez, nós deveríamos ter ido embora. Ao contrário disso, sentamos, bebemos, conversamos, mas fomos mal atendidos. Não gostei do atendimento e prometi não voltar mais lá.

2º Erro:

Sábado passado, mais ou menos às 4h da manhã, paramos nesse mesmo bar. Ele estava quase fechando. Sentamos e quem aparece? O mesmo garçom. Ele nos deu o cardápio, mas pediu que esperássemos um pouco que ele veria se poderia nos atender ou se o bar iria mesmo fechar. Apareceu outro garçom – muito simpático por sinal –, que nos disse que podíamos pedir. A simpatia de pessoa voltou e nós pedimos uma coca e uma cerveja (maldita Lei Seca), e a Cris perguntou se daria para beber com calma. Resposta: “Qualquer coisa a gente põe a mesa na rua”.

Estávamos a fim de ficar mais um pouco na Lapa e, então, continuamos no bar. Passou um tempo, a simpatia colocou a conta na mesa e eu fui ao banheiro. Ele voltou e falou pra Cris pagar logo a conta que ele estava querendo fechar o caixa. Quando eu voltei, paguei a conta, mas não resisti: contei que já havia sido mal atendido por ele em outra ocasião. No final da nossa conversa super agradável, ele soltou algo do tipo (olha a pérola): “Não gostou, não volta!” Pois é bem isso que eu vou fazer. É uma pena, pois o bar é legal, tem uma decoração maneira. Mas, infelizmente, com um atendimento desses não tem como voltar.

3 respostas a O “Bar das Quengas” e seu Mister Simpatia

  1. [...] anda vacilando (é vigilância sanitária fechando as portas, garçom tratando mal a clientela, conforme noticiamos no primeiro post desse blog), outros vão se destacando, como é o exemplo do Cantinho do Céu (ops, esse é o [...]

  2. blá blá blá diz:

    Mas também olha pelo outro lado né. Se tá na hora do bar fechar, ele vai fechar… Os garçons também querem ir pra casa…

    O que tem de gente abusada…

  3. Siaht diz:

    Como frequentadora do bar fico triste em saber que ocorreu esse descaso,mas não deixe de frequentar por causa do “simpatico”,o carnaval está chegando e eles tem um bloco bem legal.
    Se achar que pode valer a pena relata o caso em bom tom para todos os outros funcionarios.
    Afinal contribuimos para o salario dele.

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