Super-saudável não joga

15/08/2009

Legal essa propaganda que algum Órgão Não Identificado espalhou pelos pontos de ônibus da cidade. Enquanto o busão não vem, o carioca pode se distrair contando quantas das palavras descritas nos cartazes fazem parte do seu dia-a-dia. Se estiver entre amigos, pode até rolar uma disputa saudável. Valendooooooo

Eu tava bem na disputa, mas agora sou ex-fumante.

Eu tava bem na disputa, mas agora sou ex-fumante.

P.S¹: Alguém sabe qual o órgão realizador da campanha? Não diz nada nos cartazes.

P.S²: É lóóóógico que o Kibon apoia campanhas que prorizam o bem-estar do povo. Larga o torresminho e a Internet e vai andar de bicicleta, pô!


O orkut e suas comunidades de duplo sentido

14/08/2009
A gente espera que seja só em cada uma de vocês, viu?

A gente espera que seja só em cada uma de vocês, viu?

Clique na imagem para ampliar.


Perguntas pitorescas da semana

14/08/2009

* Se Bispo Macedo tem tanto dinheiro, por que ele não contrata o editor do BBB para A Fazenda? Porque aquele lá tá de sacanagem, viu… booooooring…

Sugerimos até a contratação do Bial, que é chaaato, mas talvez menos que o Brito Jr...

Sugerimos até a contratação do Bial, que é chato pra cacilds, mas talvez menos que o Brito Jr...

* Qual é dessa nova “onda” de todo e qualquer ator, celebridade, pseudo-celebridade e pseudo-cult virar DJ na noite carioca?

Jesus Luz, o brinquedinho de Madonna, discotecando na noite carioca. "Jesus, apaga a luz..."

Jesus Luz, o brinquedinho de Madonna, discotecando na noite carioca. Pedra na cruz

O assunto suscintou nova dúvida: será que Madonna chama Jesus de Jísus (leia-se Jesus em inglês)?


Brad Pitt leva os filhos ao show do Green Day

13/08/2009

Do EgoBrad Pitt não precisa mais provar que é um pai e tanto, mas estas fotos só reforçam a dedicação do galã aos filhos. A imagem, divulgada pelo site “TMZ”, mostra o ator curtindo o show do Green Day em Nova Orleans, na semana passada, com Maddox e Pax Thien.

brad_e_filhos

Notem a empolgação do japinha no colo de Brad Pitt. O moleque está dormindo e de fone. Um show inesquecível para Maddoxxxx.


Mais?

13/08/2009
Do G1A menos de dois meses das eleições gerais alemãs, uma candidata do partido conservador, da chanceler Angela Merkel, está chamando atenção com um cartaz onde aparece com um decote arrojado.

Uma foto de Vera Lengsfeld, 57, foi colocada ao lado de uma em que Merkel também aparece com parte dos seios à vista. Abaixo dos retratos, vêm os dizeres: “Nós temos mais a oferecer”.

"Nós temos mais a oferecer"

"Nós temos mais a oferecer"

Que safadienhas!


Haja paciência

13/08/2009

Hoje em dia, quando se fala em jogos de computador, a molecada logo lembra de Winning Eleven, Rock Band, GTA, entre outros.

Pois bem, mas se estivermos falando de dificuldade, esses daí são fichinha. Dois longos dias sem Internet fez com que eu voltasse a me deparar com um dos jogos mais complicados que já vi. Afinal de contas, alguém já conseguiu ganhar o “Paciência Spider” nível difícil? Começo a achar que é impossível!

Que zona

Que zona


Juntar moedas é bom negócio*

09/08/2009

cofrinho3

Sabe aquele troco que você resolveu deixar de “presente” para o caixa de supermercado? Ou a moedinha que você viu no chão da rua e por lá mesmo deixou? Pois estes pequenos e muitas vezes inconvenientes objetos podem se transformar, quando reunidos em quantidade, em valores interessantes. A turma adepta dos hábitos do Tio Patinhas cresce a cada dia, assim como o volume das moedinhas. Já imaginou economizar a respeitável quantia de R$ 1.000 em moedas? Foi o que fez a estudante de Recursos Humanos Monique Pires dos Santos.

- A primeira vez que juntei foi aos 14 anos, quando consegui por volta de R$ 80. Fui estabelecendo algumas metas até conseguir acumular os R$ 1.000, que estão na popupança. Comecei a juntar novamente e já tenho R$ 220 – conta Monique, que guarda moedas com o intuito de economizar para o futuro.

No caso da psicóloga Amanda de Andrade, o objetivo é outro: juntar paraporquinho_quebrado adquirir alguns objetos de desejo.

- Juntei por pouco mais de um ano e, com uma quantia considerável, consegui comprar um celular e uma máquina digital. Logo em seguida, comecei a juntar novamente e agora pretendo comprar o aparelho de som do carro e um MP4 player – diz Amanda, que não guarda o dinheiro em banco.

- Confeccionei um cofre grande, onde diariamente deposito alguma quantia. Ver o dinheiro serve como estímulo para continuar a economia. Adoro contar as moedas! – revela.

Segundo o economista Francisco da Silva Coelho, presidente da Ordem dos Economistas do Brasil, o mais correto seria justamente o contrário.

- Não vale a pena juntar moedas e não render  dinheiro. O certo é, depois de ver certa quantia acumulada, levar o dinheiro ao banco e aplicar na poupança – frisa.

Para quem se entusiasmou com a ideia de juntar as moedinhas – e, quem sabe, até pensou em deixar de “desprezá-las” -, Amanda dá uma dica.

- Guardando, é possível fazer uma boa economia de um dinheiro que provavelmente não veríamos a aplicação. Mas é preciso determinação, caso contrário, na primeira quantia já se gasta tudo – aconselha.

Portanto, pense bem antes de ignorar as moedas metálicas. De centavo em centavo, o cofrinho pode engordar – e muito!

*Matéria publicada na íntegra pela Jornalista Cristiane Costa (2006). Todos os direitos reservados!


Totó de Barbie

07/08/2009

Espia só o que inventaram: um totó (ou pebolim, como preferir) que tem como jogadoras várias bonecas da Barbie. O objeto foi apresentado em um festival internacional de design em Berlim, Alemanha.

Barbie

Uma ideia: após jogar, coloque sua filha pentelha pra pentear as bonecas


+ @LeiSeca

05/08/2009

Pra encerrar “de vez só por hoje” o assunto Lei Seca, vamos postar um texto publicado na íntegra por Bruno Astuto, colunista social do Jornal O Dia, do Rio de Janeiro.

Antes disso, gostaria de expressar minha opinião. Bem, admito a importância da existência dessa vigilância em uma sociedade repleta de motoristas inconsequentes, que não sabem a hora de dizer “não” à bebida alcoólica ou simplesmente “chega de beber”, quando responsáveis pela direção de um veículo.

Aí você me diz: pô, “chega de beber”? Qual é o limite? Eu sei (e quem bebe sabe), existe uma linha tênue entre a sobriedade e a ebriedade, mas pensa comigo: existem outras mil maneiras de se provocar um acidente em trânsito: a pessoa pode estar com muito sono – o que pode ser até mais perigoso do que três copos de cerveja -, emaconhado, cheiradasso, distraída com algum aparelho eletrônico (nenhuma vigilância para isso é 100% eficaz e nem teria como ser)…

Agora eu te pergunto: teve que existir uma lei para que houvesse maior controle em cima desses motoristas irresponsáveis, que acham que estão sempre bem pra dirigir independente da quantidade de álcool ingerida, e que não lembram que existem milhões de outras vidas trafegando por aí. Certo? E agora que existe, querem driblá-la, mesmo tendo “enchido os cornos”, colocando várias vidas inocentes em risco?

Lei é lei, não tem jeito. Tentar criar artimanhas como “colocar a amiga gata que caprichou no decote pra seduzir os policiais” e depois reclamar do país desordenado em que vive, cheio de falcatruas, imprudências e impunidades não dá… agora, conheço muita gente que não gosta da Lei Seca, mas respeita. Quem não deve, não teme. Aí sim.

Enfim, sei que não devem ter entendido a coisa da “amiga gata”. Então, leiam o texto a seguir e tirem suas conclusões. Concordem, discordem, mas não deixem de dividir sua opinião conosco. Um abraço.

Uma vergonha*

*Texto publicado por Bruno Astuto (@brunoastuto), colunista do Jornal O Dia

*Texto publicado pelo jornalista Bruno Astuto (@brunoastuto), no Jornal O Dia, em 04/08/09

“Veja como o Twitter também pode ser uma arma de desserviço à população: criaram uma página para ensinar a driblar a Lei Seca! Em @leisecarj, a turma avisa os pontos da cidade onde se instalam as blitzes da operação que combate a perigosíssima combinação álcool + direção e que tem diminuído substancialmente a ação dos motoristas bebuns.
 
Vejam os comentários de alguns dos 287 seguidores: “Sem blitz da Lei Seca da Lapa à Barra. Pelo menos até o condomínio Parque das Rosas, que é onde eu moror, na madruga deste sábado. Atenção: não me responsabilizo no trecho após meu condomínio”. Outro: “Na Borges de Medeiros, sentido Leblon, os fiscais da Lei Seca não aliviam por nada: minha amiga, que é uma gata, tentou conquistá-los, caprichou no decote, mas não deu certo… cuidado!”.
 
E mais outro: “Gente, não estarei no Rio nesse final de semana. Estou indo para Petrópolis agora e, atenção, blitz de Lei Seca na subida da serra. Até aqui… ninguém merece”. Ninguém merece, cara-pálida, gente assim até na Internet…”


Antes e Depois parte II

03/08/2009

Eu ainda achava que era o Marilyn Manson… mas não é. O amigo alérgico do protagonista Kevin Arnold (Fred Savage) da série “Anos Incríveis” (The Wonder Years, 1988-1993), Paul Pfeiffer, foi, na verdade, interpretado por um serzinho chamado Josh Saviano. Ele hoje está com 33 anos. Maiores informações não poderei fornecer, pois ninguém escreveu sobre ele na Wikipedia e, quando fui tentar abrir um site em inglês, travou tudo e senti cheiro de vírus. Isso é coisa de fã espírito de porco do Marylin Manson.

josh2

Ser confundido com o Marylin Manson não deve ser nada fácil

Aproveitando, taí o Fred Savage (33), o Kevin de “Anos Incríveis”. Seu último trabalho foi “O Acampamento do Papai” (Daddy Day Camp, 2007), filme dirigido pelo próprio. O longa ganhou várias Frambroesas de Ouro (paródia do Oscar que premia as piores produções ao longo de um ano).

fred-savage1

Aqueles anos incríveis se foram e hoje ganho Framboesa de Ouro.

A atriz Anna Chlumsky, estrela prodígio do filme “Meu Primeiro Amor” (My Girl, 1991), hoje com 28 anos, pode ter caído no anonimato por uns tempos, mas as orelhinhas de abano nada mudaram! Ela está de volta às telonas como uma das protagonistas da comédia In the Loop, a estrear nos Estados Unidos.

Anna

Anna bateu as orelhas e sumiu do mapa por uns tempos

O ar de moleque esperto e capetinha de Macaulay Culkin deu lugar a um naipe meio “sou-doidão-mesmo-e-daí?”. O antigo BFF de Michael Jackson, que hoje está com 28 anos, continua ator. A Wikipedia nos informa que seu último trabalho foi na série norte-americana Kings (sem previsão de estreia no Brasil). Ah sim, em 2004, ele foi preso por posse de maconha.

macaulay-culkin

AAAAAAaaaaaaaaaaaaaAAAaahhhhhh


Antes e Depois

30/07/2009

Resolvi fazer um post bem gostosinho, daqueles que faz você esquecer do mundo (e de trabalhar, inclusive). É um post meio “Por onde anda?”/ “Será que o sujeito está velho?”/ “Será que aquela criancinha virou um adulto bonito ou feio?”, ou até mesmo “Será que morreu??”. Bem, como preferirem. Em outras palavras, resolvi “Googlar” crianças/ jovens famosos que andam meio sumidos do mapa (ou nem tanto) e descobrir como eles estão hoje em dia. Vamos ver no que deu essa bagaça:

Linda

Começo com a atriz Linda Blair, que ficou famosa ao interpretar a demoníaca Regan no filme O Exorcista. Após todo o sucesso que obteve, a carreira de Linda teria começado a declinar depois de seu envolvimento com álcool e drogas. Anos mais tarde, rolaram uns babados fortíssimos de que ela havia morrido, ficado louca, tetraplégica… enfim, é mentira. Linda, hoje com 50 anos, está vivinha da Silva e é ”miguxa” da Britney Spears (ca-cha-ça!). A Wikipedia informa que o último filme de Linda foi All is Normal, de 2006.

O pirralhinho Josué, de Central do Brasil (1998) – ou melhor, o ator Vinicius de Oliveira – hoje está com 23 anos e protagonizou o filme Linha de Passe em 2008.

Vinicius

Haley Joel Osment, a criança mais tchuqui-tchuqui do final da década de 90, não desapareceu do mapa, mas cresceu e perdeu todo seu tchuqui-tchuqui (eu acho =/). Ele está com 21 anos.

haley

Duda Little, ex-repórter mirim do Xou da Xuxa (e parceirinha dos Trapalhões), cresceu e quis continuar na profissão de Jornalista. E olha que ela nem precisava de diploma pra isso! ¬¬

Duda

Depois tem mais!


Novas webdoenças (by Kibontaumabosta):

30/07/2009

Para dar continuidade ao post de ontem sobre webdoenças, o Kibon lista agora os mais novos ”males” que acometem os internautas:

Vicio_InternetDeadkut: mania de olhar orkut de pessoas mortas. Sério, clique aqui e veja com seus próprios olhos.

Fakeholic: pessoa que cria perfis falsos no Twitter, no Orkut (seja para fingir que é uma pessoa famosa, seja para vigiar namorado(a))…

Twitterchat: transformar o twitter numa espécie de bate-papo, mesmo que se esteja conversando no msn, no gtalk…

Twitterholism: vício de tweetar sobre tudo, nada e qualquer coisa.

TT-maniac: Dedica horas do seu dia para conseguir levar determinado assunto ao “Trending Topics” do Twitter.

Lembra de mais alguma? Diz aí.


Aperta o Off*

29/07/2009
Você enviaria cartas em vez de e-mails? Trocaria o teclado do computador pelas “pretinhas” de uma máquina de escrever? Abriria mão do uso do celular? Pois há quem não pense duas vezes. Enquanto grandes empresas de tecnologia se preocupam em desenvolver produtos direcionados a uma sociedade sedenta por novidades, ainda há quem prefira “desligar o botão” da modernidade. Aos que nadam contra a maré da tecnologia, aparelhos de última geração não substituem o prazer de preservar antigos hábitos.
MirianGoldenberg

Mirian Goldenberg: "Muitos acabam gastando mais tempo com as máquinas do que com seres humanos"

Até mesmo entre os jovens, considerados experts quando o assunto é tecnologia, encontra-se quem seja adepto de práticas (quase) arcaicas. O estudante de Administração Murilo Rodrigues adora datilografar seus trabalhos em uma legítima Olivett Dora portátil, ano 1977, herança de sua mãe.

– Digitar no computador tem muitas facilidades, mas não há o charme da máquina de escrever – diz Murilo, que também não foi “fisgado” pelas vantagens oferecidas por câmeras de celulares ou máquinas digitais. Ele ainda desfruta de sua câmera analógica (Canon Prima), de 1999.

– Tanta tecnologia banaliza a arte de fotografar. Uma exposição de fotografia não causa as mesmas sensações que há dez anos – analisa.

Raoni: "O grande prazer pode ser até mesmo o estalinho do disco"

Raoni: "O grande prazer pode ser até mesmo o estalinho do disco"

Já aparelhos como IPod, MP3 e MP4 player ou, até mesmo, um simples CD-player não despertam interesse do músico e estudante de Jornalismo Raoni Sarraf (MouChoque). Amante da música, ele nunca foi fã dos CDs – “em toda minha vida, comprei, no máximo, 20” – e, desde a adolescência, coleciona vinis. Seu arsenal já ultrapassa a marca dos mil “bolachudos”. Além disso, Raoni possui três vitrolas e um gramofone, que podem rodar raridades de até 60 anos atrás.

– O grande prazer pode ser até mesmo o estalinho do disco – conta o estudante, para quem abaixar música na internet está fora de cogitação.

Alfredinho, do Bip Bip, detesta celular

Alfredinho, do Bip Bip, detesta celular

Em um país cujos dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) registram a estrondosa marca de mais de 150 milhões de celulares em uso, ainda existem pessoas que desdenham do aparelho. O comerciante Alfredo Melo, dono do famigerado bar Bip Bip, conta que, em seus 65 anos de vida, nunca foi proprietário de um celular.

– É uma loucura. Mal você atende e o sujeito já pergunta “onde você está?”. Não tenho nada contra quem usa, mas detesto ser amofinado com isso. Para ser sincero, me considero um ‘obsoleto tecnológico’, com muito prazer – diz.

Mirian Goldenberg, doutora em Antropologia Social e professora do Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ, acredita que as reações aos avanços tecnológicos fazem parte de uma sociedade que precisa sempre de novidades para se interessar por algo.

– É normal que algumas pessoas tenham certa resistência à imposição de coisas que não consideram tão necessárias, mas nem todos são assim. Eu mesmo resisti muito a ter computador, celular, máquina digital… Lógico que acabei aproveitando as vantagens destes aparelhos. No entanto, acho que existe uma verdadeira obsessão, e muitos acabam gastando mais tempo com as máquinas do que com seres humanos. Pode ser uma opção ter uma vida mais simples e, também, mais humana, sem tantas máquinas para atrapalhar – acredita.

Carta substitui e-mail

Duque Estrada: "O importante não é dominar a tecnologia, mas sim não ter medo dela"

Duque Estrada: "O importante não é dominar a tecnologia, mas sim não ter medo dela"

O último e um dos poucos e-mails enviados pelo videomaker Vicente Duque Estrada, 43 anos, continha a seguinte mensagem: “A partir de 2007, não venham me falar de coisas importantes por e-mail. De preferência, não me avisem nada pela internet. Tenho celular, que já é uma porcaria. Quem quiser falar comigo, me ligue”. Tal atitude, que pode parecer radical para alguns, tem explicação. Ele adora manter o raro hábito de escrever cartas.

– Ter a grafia em mãos é outra coisa. A letra diz se a pessoa está nervosa, calma ou ansiosa – acredita Vicente, que passou o hábito para os três filhos, dos quais dois moram na Itália e se comunicam sempre através de cartas.

A relação de Vicente com a tecnologia é, de fato, bem restrita. Ele, que realiza oficinas de vídeo em favelas do Rio, tenta passar aos alunos que informação e conhecimento são importantes, mas imaginação e criatividade nenhuma tecnologia substituirá.

– Fazemos um trabalho artesanal, no qual os próprios alunos constroem câmeras de papelão. Ali, eles aprendem a ter o olhar, discutir enquadramento, plano. Levam para casa e ainda estendem a discussão. O importante não é dominar a tecnologia, mas não ter medo dela – acredita.

*Matéria publicada na íntegra pela Jornalista Cristiane Costa (2006). Todos os direitos reservados!


Veganismo*

28/07/2009

Uma filosofia que protege os animais (inclusive o homem)

Passados mais de 120 anos do fim da escravidão, um outro movimento “abolicionista” chama a atenção de parte da população e revela crescente número de adeptos. Trata-se do veganismo ou, simplesmente, vegan (leia-se vegan, ou, em bom português, vegano) composto por vegetarianos estritos, cuja filosofia prega o fim da escravidão animal. São pessoas que não comem e nem vestem nada de origem animal. Ainda pouco conhecidos no Brasil, os veganos também abordam temas relacionados à saúde e ao meio ambiente, com o objetivo de proporcionar mudanças nos hábitos alimentares e criar um bem-estar físico e mental em seus praticantes.

– Veganismo não é dieta, mas um estilo de vida. A mensagem que queremos passar é a de que os animais não são nossos e é imoral que os escravizemos – explica o economista David Turchick.

Militante assumido pela causa dos animais, David já participou, ao lado de outros veganos, de polêmicas manifestações em vaquejadas, farras de boi e, até mesmo, em frente ao consulado da China (país onde o uso de pele de animais é excessivo) contra os maus-tratos e a violência aos animais.

 Manifestação contra Congresso Internacional da Carne realizada pelo VEDDAS (Vegetarianismo Ético, Defesa dos Direitos Animais e Sociedade), em 2007

Veganismo e militância: manifestação contra Congresso Internacional da Carne realizada pelo VEDDAS (Vegetarianismo Ético, Defesa dos Direitos Animais e Sociedade), em 2007

A estudante de Artes Rosana Antunes também é adepta do veganismo e militante ativa do movimento. Na manifestação em frente ao consulado chinês, ela chegou a ficar praticamente nua, com o intuito de representar um animal sem pele.

– A partir do momento em que deixei de ficar conformada com aquilo que estava a minha volta, passei a me envolver neste movimento. O veganismo veio só para dar coerência a tudo que eu já sentia. Afinal, como lutar pela libertação humana ao destruir o meio ambiente ou os animais? – questiona.

Fato é que, aos poucos, parte da população parece querer largar o velho hábito de se alimentar de carne. Pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos, em 2006, mostrou que 28% dos brasileiros “procuram comer menos carne”. Nos Estados Unidos, um estudo realizado este ano pelo Vegetarian Resource Group (VRG) levantou dados interessantes. Com o objetivo de estimar o número de verdadeiros vegetarianos, o VRG

Manifestação Internacional Antipele realizada pela Vegan Staff.Org, este ano, em São Paulo

Manifestação Internacional Antipele realizada pela Vegan Staff.Org, este ano, em São Paulo

encomendou uma pesquisa online à agência Harris Interactive. Em números aproximados, 3% da população dos EUA são ovolactovegetarianos (vegetarianos que não consomem outros produtos de origem animal além de ovos e laticínios), sendo 1% vegano. É possível estimar então que haja entre seis e oito milhões de adultos vegetarianos nos Estados Unidos.

– O mundo precisa de uma reforma alimentar profunda. Detectar a predisposição à mudança facilita mostrar as implicações – à saúde, ao meio ambiente e ao sofrimento dos animais – de uma dieta centrada na carne – frisa a socióloga Marly Winckler, presidente da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB).

Embora alguns médicos afirmem que até hoje a ciência não provou que dietas ricas em gordura animal provoquem ataque cardíaco ou encurtem a duração de vida, a American Dietetic Association (ADA), que reúne os principais estudos científicos sobre vegetarianismo, aponta redução de 25% a 50% de incidência de cardiopatias em quem muda seus hábitos. Eric Slywitch, especialista em nutrição vegetariana e autor do livro Alimentação sem carne – guia prático, ratifica tal informação.

– A única deficiência mais prevalente de veganos em relação a onívoros é da vitamina B12 (a carência pode causar anemia e alterações neurológicas). As demais não se confirmam em estudos científicos, seja de proteínas ou de ferro. A B12 deve ser peiodicamente suplementada quando se excluem os derivados de leite e ovos – diz.

Além da melhora na qualidade de vida, os veganos têm um motivo extra para aderir ao movimento.

– Nossa comida é colorida, cheia de vida. Tornou-se um prazer cozinhar – garante Bianca Turano.

Aos veganos que ainda não possuem muita intimidade com a cozinha, resta uma opção. Frequentar um dos restaurantes veganos ou vegetarianos da cidade, cuja disseminação é crescente. Um dos mais famosos é o Vegan Vegan, em Botafogo. A chef Thina Calleri e a gerente Brisa Calleri (mãe e filha) comemoram o sucesso do negócio.

– O prato vegano, além de saudável e bonito, tem um tempero muito mais caprichado – garante Thina, vegana convicta há 28.

“Cada pessoa tem o direito de saber onde e como suas escolhas interferem para optar pelo consumo consciente e sem crueldade” – Nina Rosa, diretora do instituto que leva seu nome, responsável pela produção de documentários chocantes (e realistas) como A carne é fraca (2004)

“Cada pessoa tem o direito de saber onde e como suas escolhas interferem para optar pelo consumo consciente e sem crueldade” – Nina Rosa, diretora do instituto que leva seu nome, responsável pela produção de documentários chocantes (e realistas) como A carne é fraca (2004)

Dicas:

Saiba mais sobre defesa animal, consumo sem crueldade e vegetarianismo no site do Instituto Nina Rosa;

Conheça: o restaurante Vegan Vegan, em Botafogo (RJ).

*Matéria publicada na íntegra pela Jornalista Cristiane Costa (2006). Todos os direitos reservados!


Loucos por Arte*

27/07/2009

“Estou vivendo no mundo de hospital/ Tomando remédios de psiquiatria mental/ Hadol, Diazepan, Rohypnol, Prometazina/ Meu médico não consegue me tornar um cara normal/ Me amarram, me abrigam, me sufocam num quarto trancado/ Socorro, sou um cara normal, asfixiado”

Quem lê os versos acima pode pensar que saíram da mente de um louco amarrado em uma camisa de força, que clama por ajuda. Mas quando nos deparamos com Hamilton Assunção seguro e à vontade em cima do palco, ao lado dos companheiros da banda Harmonia Enlouquece (o trecho é da música Sufoco da Vida), percebemos o quanto a cultura é importante no tratamento de distúrbios mentais.

hamilton

Hamilton Assunção

Hamilton, no jargão atual, é considerado um usuário de serviços de saúde mental. Mas o compositor e vocalista da banda, criada em 2001, dentro do projeto Convivendo com a Música, do Centro Psiquiátrico do Rio de Janeiro (CRPJ), canta seus “devaneios musicais” em prol do grupo – formado por médicos e pacientes –, que já fez show no Canecão, tocou com artistas como Gilberto Gil e atualmente faz participações na novela “Caminho das Índias”, sendo Sufoco da Vida música-tema do personagem Tarso, interpretado por Bruno Gagliasso, que é portador de esquizofrenia.

– A cultura é algo avassalador dentro de mim. Com a música, transmito minhas particularidades – resume Hamilton.

Tais projetos visam, entre outras questões, mudar o triste quadro de internações e métodos agressivos que, embora tenham diminuído desde a reforma psiquiátrica, na década de 80, exigem criatividade da classe médica para inserir os pacientes em atividades culturais e livra-los de tratamentos dolorosos.

– A principal reforma psiquiátrica a ser feita é retirar de vez o paciente da passividade e criar um espaço em que ele possa existir com a diferença e contribuir com sua experiência de vida – frisa o psiquiatra Francisco Sayão, diretor do CPRJ e também guitarrista e backing vocal do Harmonia Enlouquece.

Nise, a psiquiatra rebelde

Se há um nome que serve de referência a pessoas que trabalham pela inserção social de portadores de distúrbios mentais, este nome atende por Nise da Silveira. A médica ficou conhecida por lutar por técnicas de tratamento que evitassem, ao máximo, o sofrimento das pessoas com transtornos mentais. Exemplo disso foi a criação da Casa das Palmeiras (atualmente em Botafogo) que, diferentemente dos hospitais da época, tinha a proposta de não internar os pacientes, mas trata-los com liberdade de ir e vir.

Nise trabalhou no Centro Psiquiátrico Nacional (CPN), no Engenho de Dentro (hoje Instituto Municipal Nise da Silveira), onde, rebelde, discordava das técnicas então usadas (eletrochoque, choque de insulina, de cardiazol e lobotomia). Decidiu, então, atuar no setor de terapia ocupacional, único no hospital em que não tinha de lidar com esses métodos – até então, esse tipo de terapia consistia praticamente em usar os pacientes dos hospitais psiquiátricos como serviçais.

Foi dentro do CPN que Nise fundou uma das instituições que mais marcaram sua carreira: o Museu de Imagens do Inconsciente, criado a partir das obras produzidas pelos esquizofrênicos que participavam da Seção de Terapêutica Ocupacional.

– A doutora Nise sempre esteve à frente do seu tempo. Ela inseriu uma forma de tratamento que não era a velha e dolorosa fórmula de hospitais psiquiátricos – observa Luiz Carlos Mello, diretor do museu.

Nise procurava definir de forma poética aquilo com que trabalhava. Chamava de “emoção de lidar” a terapia ocupacional e a esquizofrenia de “inumeráveis estados do ser”.

“Os loucos são considerados comumente seres embrutecidos e absurdos. Custará admitir que indivíduos assim rotulados sejam capazes de realizar alguma coisa comparável às criações de legítimos artistas, que se afirmem justo no domínio da arte, a mais alta atividade humana.”" width="207" height="250" /></dt><dd class="wp-caption-dd">“Os loucos são considerados comumente seres embrutecidos e absurdos. Custará admitir que indivíduos assim rotulados sejam capazes de realizar alguma coisa comparável às criações de legítimos artistas, que se afirmem justo no domínio da arte, a mais alta atividade humana.”

“Os loucos são considerados comumente seres embrutecidos e absurdos. Custará admitir que indivíduos assim rotulados sejam capazes de realizar alguma coisa comparável às criações de legítimos artistas, que se afirmem justo no domínio da arte, a mais alta atividade humana.” - Nise da Silveira

Dicas:

Visite: o Museu de Imagens do Inconsciente;

Assista: “Estranho no Ninho” (“One Flew Over the Cuckoo’s Nest”), filme de 1975, do diretor Milos Forman;

Ouça: Conheça mais sobre a banda Harmonia Enlouquece.

*Matéria publicada na íntegra pela Jornalista Cristiane Costa (2006). Todos os direitos reservados!


Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.